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Desafios das cidades

Centro de Excelência Global da KPMG analisou os serviços básicos de 35 municípios ao redor do mundo. Três são brasileiros.

17 de julho de 2018
cidades

O Centro de Excelência Global em Cidades da KPMG publicou o estudo Benchmarking city services: Finding the courage to improve, com a análise de 12 tipos de serviços básicos urbanos de 35 municípios ao redor do mundo.

O estudo englobou desde as pequenas cidades (como Adelaide, na Austrália) até megalópoles. Isso porque todas precisam dos mesmos serviços, embora com diferentes intensidades e proporções.

Os responsáveis pelas aferições perceberam discrepâncias nos dados fornecidos pelas cidades estudadas. Todas evidenciaram certa dificuldade para estabelecer os parâmetros de “medição” do custo e da eficácia dos serviços. O que se pôde constatar foi que a falta de eficiência tem sido a maior inimiga da gestão pública em diversas cidades estudadas.

Uma delas, por exemplo, desperdiça nada menos que 65% da água potável, entre o momento em que esta entra na estação de tratamento e o instante em que é efetivamente utilizada pelo consumidor final. Houve localidades que simplesmente desistiram de participar do estudo porque não seriam capazes de gerar dados básicos essenciais para a medição das informações produzidas sobre serviços.

O sócio-líder do Centro de Excelência de Cidades, Charles Schramm, e o sócio-líder de Governo & Infraestrutura, Mauricio Endo, fizeram uma análise do tema no artigo Os Desafios das Cidades na Construção do Amanhã, publicado na última edição da KPMG Business Magazine.

Segundo eles, as lacunas apontadas pelo estudo não deixam dúvidas de que os modelos de planejamento e gestão das cidades precisam ser repensados. Entre os municípios brasileiros que participaram da pesquisa – São Paulo, Campinas e Londrina –, evidenciaram-se dois problemas: a dificuldade em colher dados e a falta de planejamento integrado. “É fundamental que se pare de pensar em projetos isolados e se invista em um portfólio de projetos integrados de longo prazo”, disseram.

Caminhando ao lado dessa necessidade de planejar melhor, com mais eficiência e foco nas demandas futuras, temos um fato: o mundo está cada vez mais tecnológico.

Segundo Endo e Schramm, Big Data e D&A (Data & Analytics) podem ajudar a gestão pública, se a uma quantidade incrível de dados oriundos das mais diversas fontes, incluindo transações comerciais, redes sociais, informações de sensores ou dados transmitidos de máquina a máquina, forem decifrados e compreendidos.

Como exemplos do efeito da aplicação de Big Data e D&A na área pública, os autores citam que sensores em trens e estações de metrô permitiriam mapear as necessidades de deslocamento com base em dados precisos; seria possível rever as linhas de ônibus, que hoje podem estar superlotadas ou subaproveitadas, com o uso de mapas de calor que permitem identificar áreas em que estão ocorrendo aglomerações de pessoas.

Enfim, as cidades são organismos vivos, que evoluem constantemente. E as deficiências apontadas no estudo devem ter efeito motivador.

Veja o artigo completo na KPMG Business Magazine 43.

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