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Advisory

Governança no agronegócio

Ouça podcast com Emerson Melo, sócio de compliance.

9 de novembro de 2018

Em 2017, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou o Selo Agro+ Integridade, uma certificação anual que visa melhorar a imagem do agronegócio, reconhecendo as empresas que desenvolvem boas práticas de governança, compliance, ética e sustentabilidade.

Além de vantagens competitivas em relação às demais no que se refere a comercialização, operacionalização e relacionamento, as empresas certificadas terão ampla divulgação no site do MAPA e poderão aplicar o Selo Agro+ Integridade em produtos e meios de comunicação e publicidade.

A certificação ainda garante às empresas a proteção necessária contra riscos de compliance, regulatórios, perdas, fraudes e abusos ao board, CEO, CFO, à diretoria-executiva, à marca, imagem e reputação.

Para conquistarem a certificação, as empresas devem atender a quatro requisitos de habilitação: anticorrupção, trabalhista, sustentabilidade e regulatório, e um para avaliação, que garante a efetividade do programa.

Ouça o podcast com Emerson Melo, sócio-líder da prática de Compliance da KPMG no Brasil, sobre a importância dessa certificação e como cada um desses requisitos está estruturado.

   

Desafios do agronegócio no Brasil


O agronegócio é um dos setores que mais avançam no uso de tecnologia. Por outro lado, ainda precisa evoluir no processo de governança.

Um grande desafio nesse sentido é mudar a cultura reforçando a percepção de que implementar governança em todo o ecossistema é importante para a sociedade. O setor é composto por empresas familiares, agricultores cooperados, micro, pequenas e médias empresas, em que ainda se discute o combate ao trabalho escravo ou análogo à escravidão e ao trabalho infantil, principalmente nas regiões mais distantes dos grandes centros.

Governança requer investimento contínuo, exigindo cada vez mais de todo o agronegócio medidas e padrões de conduta ética aplicados ao tamanho de cada negócio. “Implementar a cultura em todos esses níveis leva tempo”, destaca Melo. “Esse talvez seja o grande desafio, considerando a pulverização e a capilaridade desse negócio, que transcende as grandes operações que conhecemos.”

Outro aspecto desafiador para o setor, em todo o mundo, segundo Melo, é o aumento significativo de desvios de conduta ou escândalos de corrupção deflagrados pelas autoridades locais e internacionais nos últimos 10 anos.

Paralelamente, um forte movimento regulatório foi iniciado em todos os países. No Brasil, a Lei Anticorrupção 12.846, de 2013, regulada pelo decreto 8420, de 2015, estabelece os requisitos para um efetivo programa de integridade.

Melo reforça que aspectos da Lei Anticorrupção, apesar de não estabelecidos pelo MAPA, também devem ser considerados para que todo o ecossistema que envolve o agronegócio esteja fortalecido e consciente dos padrões de conduta adequados para um relacionamento comercial mais ético.

Clique aqui e conheça o material que a KPMG desenvolveu para orientar as empresas interessas em obter o selo. 

Leia também:
Selo Agro+ Integridade precisa avançar no Brasil, artigo escrito por Emerson Melo.

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