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Inclusão e Diversidade

Pela diversidade

KPMG criou pilar para apoiar a inclusão racial. Franceli Jodas, líder do Ebony, comenta.

21 de novembro de 2018

O Brasil tem a maior população afrodescendente fora da África. São, segundo o IBGE, 54,9% da população, 112 milhões de negros e pardos. Dados do Banco Mundial mostram que os afrodescendentes brasileiros têm 2,5 vezes mais chances que os brancos de viver em situação de pobreza crônica. Estudos indicam que serão necessárias nove gerações ou 225 anos para um nivelamento econômico.

As estatísticas apontam também a menor representatividade dos afrodescendentes no mercado de trabalho e menor ainda em cargos de liderança nas empresas. O tema vem chamando a atenção de muitas empresas que apoiam ações afirmativas de inclusão e propõem discussões em torno da equidade étnica e racial.

A KPMG promove iniciativas para que seu quadro funcional reflita melhor a sociedade brasileira. Em 2017, criou o Ebony, pilar  do Comitê de Inclusão e Diversidade, que tem o propósito de promover a inclusão e a diversidade de gênero, identidade sexual, pessoas com deficiência e raça/etnia.

Segundo Franceli Jodas, sócia-líder de Power & Utilities e do Ebony, a KPMG busca na riqueza da diversidade um caminho para a inovação. Ela falou sobre o tema na entrevista a seguir, em alusão ao mês em que se ressalta a importância da consciência negra em todo o país. Confira:

De que forma a KPMG está trabalhando a equidade étnica e racial na empresa?
A KPMG Brasil tem quase 25% de negros em seu quadro de funcionários. Embora seja um número diferente da realidade do país, entendemos que está acima da média das empresas de grande porte ou do segmento de serviços. Quando avaliamos os líderes, temos um gap maior. Portanto, nosso foco é garantir que tenhamos um crescimento da quantidade de negros na liderança da firma e estamos trabalhando na atração, retenção e desenvolvimento desses profissionais.

A KPMG participa da rede Toda Cor. Qual a sua importância para a promoção da diversidade?  
Toda Cor foi criada por algumas empresas interessadas em acelerar a jornada de inclusão e diversidade de raça e etnia. O principal objetivo do grupo é trocar conhecimento sobre as práticas já utilizadas.

Como as empresas podem acelerar a inclusão de negros em seus quadros profissionais para garantir maior proporcionalidade com o retrato da sociedade brasileira?
Penso que primeiro precisam entender onde está a causa do problema. Depois, definir um plano claro de ação, envolvendo toda a corporação e com KPIs claros a serem perseguidos. É importante que este plano seja chancelado pela liderança.

De que forma a diversidade contribui para a inovação?
A inovação é fruto de óticas e pensamentos distintos. É muito difícil termos diferentes visões com o mesmo perfil ou background. Portanto, para ser inovadora uma empresa precisa ser diversa e inclusiva, promover a inclusão das diferenças de fato.

A KPMG produziu com a Zumbi dos Palmares a Cartilha pela Diversidade de Raça. Quais são seus objetivos?
A Cartilha visa apoiar as empresas que desejam implementar ações em prol da diversidade racial nas suas organizações. Aborda a história do racismo, traz dados sobre a realidade atual do mercado de trabalho, da educação e da responsabilidade das empresas no contexto social.

Clique aqui e acesse a Cartilha pela Diversidade de Raça.
 

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