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Mercados Industriais

Concessionárias em transformação

Setor automotivo busca novos modelos de negócios.

26 de novembro de 2018
Bacellar

O estudo Will this be the end of car dealerships as we know them?, publicado recentemente pela KPMG, traz observações relevantes para a indústria automotiva sobre o modelo de negócio das concessionárias de veículos. O estudo reflete a necessidade de mudança do setor ao redor do mundo.

Ricardo Bacellar, sócio-líder da indústria automotiva da KPMG no Brasil, destaca os principais vetores que fomentam o estudo e também as mudanças no setor: a digitalização nos processos de compra, a relação com o consumidor e como o mercado se posiciona diante da transformação digital na indústria automotiva.

As concessionárias sempre foram o canal entre a indústria e os consumidores. Mas, com a disponibilidade de informações e a alternativa de compras a partir da internet, os modelos de negócio são repensados. “Por conta de mudanças nas características dos consumidores, a indústria automotiva está se vendo direcionada a ampliar a sua oferta, a passar a oferecer serviços diversificados”, explica o sócio.

O nível de satisfação do cliente é fundamental para o direcionamento dos negócios. Bacellar comenta que, hoje, o cliente consegue levantar todas as informações necessárias pela internet para decidir sua compra. O problema é quando ele chega ao meio físico e os atendentes da concessionária não possuem as mesmas informações. O processo de pós-vendas oferecido pelas empresas também é limitado e influencia a experiência do consumidor.

Oferecer serviços além do veículo em si é uma das saídas para as concessionárias. Os clientes buscam por inovação, e a indústria tem recursos para trabalhar com isso. “Tentar vender um produto tecnológico sem tecnologia fica um contraponto, e as pessoas tendem a se decepcionar um pouco com isso”, esclarece o sócio.

Bacellar também apresenta exemplos de empresas que trocaram as grandes concessionárias por lojas tecnológicas. O sócio explica que, com esse novo formato, a marca pode oferecer experiências de simular compras, incluir acessórios no veículo e testar inúmeras possibilidades. É uma nova forma de trabalhar com serviços de mobilidade e incluir a tecnologia no processo.

A atualização dos processos de venda é global. Entretanto o nível de maturidade da mudança não segue um modelo linear. Para o sócio, encarar a mudança é saudável para os negócios, e o Brasil já busca alternativas para desenvolver novas estratégias no setor.

 

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