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Inclusão e Diversidade

Toda Cor

Fórum da aliança debate empregabilidade inclusiva.

7 de dezembro de 2018
chamada

A união de seis grandes empresas com o objetivo de promover a inclusão étnico-racial nas grandes corporações fomentou a criação da Aliança Toda Cor. Dow, O Boticário, Bradesco, KPMG, Microsoft e Unilever acreditam que a mudança do atual cenário de empregabilidade é necessária para o país.

Em 22 de novembro, aconteceu no auditório da Dow, em São Paulo, o 2º Fórum Aliança Toda Cor. Propositadamente na Semana da Consciência Negra, o evento contou com palestras inspiradoras de profissionais engajados em proporcionar um ambiente de trabalho acolhedor para negros.

Franceli Jodas, sócia-líder de Power&Utilities e líder do Ebony, pilar que trata das questões para a equidade de raça e etnia na KPMG no Brasil, Marília Melo, sócia de Deal Advisory e colíder do Ebony, e demais profissionais da KPMG no Brasil presentes no evento contribuíram com suas experiências pessoais relacionadas aos temas de inclusão e diversidade.

“O primeiro ano do Toda Cor foi importante para organizar as ideias, pensar no que queremos fazer. O ano de 2019 será dedicado à implementação dessas ideias e desse trabalho. O momento tem sido bastante propício, todas as empresas têm discutido essa questão. Acredito que é um caminho bom, importante e vamos seguindo adiante”, comenta Marília Melo.

Sobre o mercado de trabalho

Dentre os painéis apresentados, destaca-se a apresentação da fundadora da Empregueafro e executiva de recursos humanos, Patrícia Santos, que contou com a participação da plateia durante seu painel. Ela convidou os participantes a compartilharem questões marcantes do cotidiano. Após depoimentos emocionantes sobre oportunidades para minorias, Patrícia seguiu sua apresentação sobre a necessidade de combater o racismo.

“Não tem como falar sobre racismo sem falar de equidade. Se a consciência humana não fosse racista, não precisaria de consciência negra. Poderemos falar de humanidade quando houver representatividade para todos. Quando a diversidade é reconhecida e praticada, os conflitos caem cerca de 50%”, explica a executiva.

Pedro Jaime, cientista social e professor do Núcleo de Humanidades da ESPM e do programa de pós-graduação em administração do Centro Universitário FEI, apresentou dados sobre a desigualdade no mercado de trabalho. Ele destacou que os negros participam apenas de 20% do PIB nacional, e somente 3,4% das empresas incentivam a participação de negros.

“Como podemos transformar isso, não tenho respostas, mas os verdadeiros cidadãos de bem têm que debater saídas, começando com a abertura para o diálogo e o reconhecimento de que temos questões que precisamos trabalhar. O país continua se movimentando, é incrível a força de prosseguir.”

Questões sobre lugar de fala, incentivo profissional, programas de diversidade em empresas e casos pessoais foram comentados no fim do evento. Os profissionais lembraram que todas as pessoas têm algo a dizer sobre questões de diversidade e inclusão, mesmo sem lugar de fala específico, é preciso situar o lugar de onde se fala.

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