You are not allowed to view this news

Inclusão e Diversidade

Compromisso com a diversidade de Raça

A KPMG na 6ª edição das Jornadas da Diversidade. Assista!

7 de dezembro de 2018

No dia 21/11, na semana da Consciência Negra, a KPMG participou da 6ª edição das Jornadas da Diversidade, promovida pela Afrobras, Universidade Zumbi dos Palmares e #Iniciativa Empresarial pela Igualdade, da qual a KPMG é uma das signatárias. O evento aconteceu no Maksoud Plaza, em São Paulo.

Na oportunidade, foi lançada a Cartilha pela Diversidade de Raça, um guia para apoiar as empresas que desejam implementar ações de inclusão e diversidade de raça.

Estruturada pela KPMG e Faculdade Zumbi dos Palmares, a cartilha aborda a história do racismo, apresentando dados sobre o mercado de trabalho, a educação e a responsabilidade das empresas no contexto social.

Franceli Jodas, líder do Ebony, um dos pilares de inclusão e diversidade da KPMG, que atua pela equidade de raça e etnia, apresentou o material que reúne práticas e exemplos de ações, obstáculos vivenciados e atitudes inspiradoras.

Mais de 20 empresas participaram ou colaboraram com o estudo, que revela dados como a origem do racismo, o fato de, na abolição, 1,5 milhão de negros terem sido excluídos do mercado de trabalho, dando lugar aos imigrantes europeus e orientais, o que ajuda a entender a realidade atual.

Outro dado importante mostra que, em países europeus, uma pessoa em situação de pobreza demoraria em torno de cinco gerações para alcançar o nivelamento econômico. Em países nórdicos, bastariam duas ou três gerações.

Já em países latino-americanos, incluindo o Brasil, esse prazo poderia chegar a nove gerações, ou 225 anos.

Em 2016, trabalhadores pretos ou pardos representavam 78,5% dos 10% de ocupados com menores rendimentos e apenas 24,8% dos 10% com maiores rendimentos. “Um ponto importante da cartilha é que ela mostra o quanto as empresas são responsáveis por mudar isso”, ressalta Franceli.

E as empresas inclusivas já perceberam que a diversidade promove inovação e também aumento de desempenho.

Diversidade: um caminho sem volta

“Criação de grupos de afinidades acontece na maioria das empresas e o grupo está junto da liderança ou diretamente ligado ao CEO”, acrescenta Franceli.

Outra constatação é que as empresas estão flexibilizando os processos de contratação, revendo exigências na formação e qualificando os profissionais contratados. “Não há um método comum nas empresas. Por isso, dizemos que estamos numa jornada”, lembra Franceli. “De que tipo de conhecimento posso abrir mão para incluir o profissional negro no ambiente de trabalho?”, questiona. “O profissional precisa ser acompanhado no dia a dia, e as empresas precisam checar quais são os gaps para sua ascensão na carreira.”

A prática na KPMG

Após lançamento da cartilha, o presidente Charles Krieck e o gerente de Auditoria, em Campinas (SP), Maykel Costa, participaram de painel que discutiu as perspectivas do mercado de trabalho e a superação do preconceito, do viés inconsciente e da discriminação racial.

“Trabalhamos por isso porque tem a comprovação de que um ambiente diverso oferece mais valor para o cliente, maior qualidade das ideias e de trabalho”, enfatiza Krieck. “Entendemos que esse ó único caminho.”

Krieck conta que a KPMG mudou seu processo de recrutamento. “O nosso desafio é ter 50% de homens e mulheres e 50% de negros e brancos.” Ele reconhece que está difícil. “Mas estamos começando. Temos um programa de sombra. Meritocracia a gente faz com treinamento. Então, por que não treinar para que a pessoa seja capaz de realizar suas atividades?”

Há 13 anos na KPMG, Maykel foi percebendo que não havia diferença por ser negro. Ele atua no processo seletivo para atrair profissional negro e observa que poucos estão fazendo faculdade. “Há um viés inconsciente entre os negros de que eles não podem entrar em uma grande empresa e acham que não têm competência, pela luta que enfrentam para estudar”, conta. “Estamos fazendo os esforços necessários para mudar isso, estamos caminhando.”

Encontro de presidentes

Também discutiram os desafios da diversidade no mercado de trabalho o presidente da Coca-Cola Brasil, Henrique Braun; o vice-presidente da Schneider Electric, Paulo Tarso Martinelli Gomes; o presidente da J. Walter Thompson, Ricardo John; o presidente do Conselho de Administração do CIEE, Antônio Jacinto Caleiro Palma; o presidente da Cateno Gestão de Contas de Pagamento, Júlio Cezar Alves de Oliveira; o presidente da Brasscom, Sérgio Paulo Gomes Gallindo; e o diretor-executivo de Assuntos Corporativos da Petrobras, Eberaldo de Almeida Neto. Todos acompanhados de profissionais que puderam contar um pouco sobre a experiência de inclusão racial que estão vivendo nos respectivos ambientes de trabalho.

Assista ao vídeo com depoimentos desses executivos, além da opinião do vice-presidente de assuntos Corporativos da Coca-Cola Brasil, Pedro Rios; da gerente de Comunicação Corporativa da Coca-Cola Brasil, Helena Berto; da superintendente de Recursos Humanos do Santander, Fátima Gouveia; do presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, de Campinas, desembargador Lorival Ferreira dos Santos; e do reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, sobre as iniciativas pela diversidade racial.

()