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Governança Corporativa

ACI Institute apresenta publicações sobre a evolução da prática em empresas abertas e familiares.

14 de dezembro de 2018

O ACI Institute reuniu, no dia 4 de dezembro, em São Paulo, conselheiros de administração, conselheiros fiscais e membros de comitês de auditoria para sua 66ª Mesa de Debates. Por meio dos encontros, o ACI Institute cria espaços de discussão para contribuir com o conhecimento e disseminar a importância das práticas de governança corporativa no ambiente de negócios.

Sidney Ito, CEO do ACI Institute e sócio-líder de Consultoria em Riscos e Governança Corporativa da KPMG no Brasil e na América do Sul, apresentou duas novas edições de levantamentos desenvolvidos pelo ACI: o estudo A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais e a pesquisa Retratos de Família – Um panorama das práticas de governança e perspectivas das empresas familiares brasileiras.

A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais

Em sua 13ª edição, o estudo traz um panorama da governança de 229 empresas abertas com base nos dados divulgados em seus Formulários de Referência. O perfil das empresas analisadas compreende todas as companhias listadas nos segmentos diferenciados de governança da B3 (Novo Mercado, N1 e N2) e 50 do segmento Básico com as ações mais negociadas na bolsa. Essas companhias pertencem aos setores de consumo, financeiro, bens industriais, utilidade pública, materiais básicos, saúde, tecnologia da informação, telecomunicações, petróleo, gás e biocombustível.

Os resultados apontam avanços nas boas práticas de governança, como o aumento no número de conselheiros de administração indicados por acionistas minoritários. Há cinco anos, esse percentual estava em 29%, subindo para 31% neste ano.

Dentre as empresas analisadas, 40% têm ao menos uma mulher no conselho. O número é 5% maior em relação ao levantamento anterior. Hoje, 9% das posições em conselhos de administração são ocupadas por mulheres – em 2013, eram 6%.

Os comitês de auditoria também vêm ganhando espaço nas empresas. Em um ano, o número de empresas que têm comitê de auditoria subiu de 110 para 114. Em 2013, eram apenas 94.

Os órgãos regulatórios vêm aumentando a vigilância e exigindo cada vez mais transparência das corporações. Em 2016, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passou a solicitar às empresas informações sobre seus códigos de boas práticas de governança. “A CVM é exigente sobre essa divulgação, se conclui que algo não estava no relatório, ela conversa com a instituição sobre o que deveria ser divulgado publicamente. O mercado está começando a fazer uma leitura sobre a transparência, o investidor ou público externo têm acesso a essas informações”, explica o sócio. Neste ano, pela primeira vez, 95 empresas listadas na bolsa precisaram divulgar como colocavam em prática as diretrizes estabelecidas pelo Código Brasileiro de Governança Corporativa. Em caso negativo, precisaram justificar a não adoção da prática.

Retratos de Família

O levantamento Retratos de Família traz um panorama das práticas de governança em 217 empresas familiares de diversos setores. Dentre os participantes da pesquisa, 65% são integrantes das famílias proprietárias.

“A empresa familiar tem flexibilidade na tomada de decisão, tem base para crescimento e investimentos futuros. Confia nos seus pontos fortes e enxerga a superação das crises. A intenção é sempre continuar no controle do próprio negócio. Assim, a tendência é que a diretoria fique com a família, de acordo com as perspectivas analisadas na pesquisa”, conclui Ito.

Para ler mais sobre o estudo Retratos de Família, clique aqui.

No vídeo a seguir, o CEO do ACI Institute e sócio-líder de Consultoria em Riscos e Governança Corporativa da KPMG no Brasil e na América do Sul, Sidney Ito, fala sobre os principais destaques de cada um dos estudos apresentados na 66ª Mesa de Debates ACI. Assista!
 

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