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Inclusão e Diversidade

Ser inclusivo transforma negócios

A soma das individualidades torna a vida mais interessante e desafiadora.

29 de dezembro de 2018
chamada

“Na KPMG, trazemos quem nós somos”, afirma Luciene Magalhães, sócia-líder do Human Capital Committee da KPMG no Brasil, ao abrir o 3º Encontro de Inclusão e Diversidade da KPMG no Brasil promovido pelo Comitê de Inclusão e Diversidade da empresa (CID), no dia 12 de dezembro.

A afirmação de Luciene vai ao encontro do valor da KPMG de respeito à individualidade e revela o propósito da empresa de ser inclusiva.

O evento, que durou o dia todo, teve pocket show de Sara Bentes e Paulinho Dias e apresentação das iniciativas dos Pilares do CID – KNOW, Ebony, Buddies e Voices.

Abordou os temas Inclusão e Diversidade na KPMG e Ser LGBT+: o desafio familiar. Promoveu, ainda, o painel A família LGBT+ também sai do armário? O papel da empatia, pela manhã.

Patrícia Molino, sócia de People & Change e líder do CID, apresentou os números da diversidade no Brasil e o sentido da jornada da inclusão para a KPMG. Para ela, compartilhar abordagem, políticas, metas e ações pela inclusão e diversidade e proporcionar grandes encontros como este são maneiras de a KPMG fomentar o assunto.

Durante todo o dia, foram debatidos inclusão, diversidade, empatia, diálogo e transformação. “Foi um encontro muito forte. As pessoas saíram daqui muito emocionadas ao ouvir o resgate de várias fases da nossa história, da mudança do perfil, da diversidade dentro da firma e na sociedade em geral.”

CID: inclusão, diversidade e inovação

Ao falar do KPMG’s Network of Women (KNOW), que visa aumentar o número de mulheres em cargos de liderança na KPMG, Estela Zanata, sócia-diretora de Tax em Campinas e líder desse pilar, contou sobre o Mentoring For You, Eu Posso na KPMG, KNOW Meeting e Almoços do KNOW, que, juntos, inspiram, preparam e empoderam as mulheres da KPMG em suas carreiras.

O KNOW tem suas bases nos Princípios de Empoderamento das Mulheres, da ONU Mulheres.

Em 2017, quando nasceu o Ebony, pilar de inclusão focado na atração, retenção e carreira de afrodescendentes, um censo na KPMG revelou que tínhamos uma base de 25% de negros entre os trainees; 32% no staff (consultores), 11% gerentes e gerentes seniores e 8% sócios e sócios-diretores.

Considerando que 54% da população brasileira é negra, o trabalho do Ebony é focado em aumentar esses percentuais. Para tanto, Marília Melo, sócia de Fusões e Aquisições e líder do pilar Ebony, conta que a KPMG tem parcerias com a Afrobras e a Faculdade Zumbi dos Palmares. Este ano, o pilar Criou o Grupo de Aliados e promoveu o Café com o Presidente; no mês da Consciência Negra, realizou ações em mídias sociais; a Comunicação Interna lançou a Cartilha Pela Diversidade de Raça; participou ainda do evento Toda Cor e realizou uma Roda de Conversa.

A KPMG é signatária da Iniciativa empresarial pela Igualdade Racial.

Sobre o Buddies, neste ano, a contratação de trainees PCDs alavancou o projeto de inclusão na KPMG. Do total de trainees contratados, 13% são PCDs.

O envolvimento das áreas e o engajamento das lideranças que participaram de workshops de conscientização foram grandes diferenciais.

Eliete Ribeiro, sócia de Preços de Transferência e líder do pilar Buddies, diz que não se deve fingir que a deficiência não existe. “Conversando, você consegue se colocar no lugar da pessoa e gerar uma inclusão verdadeira com empatia e respeito.”

Ramon Jubels, sócio do Departamento de Práticas Profissionais e líder do pilar Voices no Brasil, conta que 85% dos LGBTs acham a KPMG Great Place to Work, mas só 10% se sentem à vontade para se assumirem diante de toda a organização. Ele diz que a grande maioria da organização apoia a inclusão do público LGBT+ e 91% da liderança está a favor de ações em prol da comunidade LGBT+ da KPMG. 

Então, o Voices, pilar que atua pelas questões LGBT+, busca criar um ambiente mais acolhedor e tem por meta conquistar mais aliados para contribuírem no enfrentamento da discriminação e transformação do ambiente de trabalho.

A KPMG participa do Fórum de Empresas e Direitos, tendo aderido aos 10 Compromissos da Empresa com Promoção dos Direitos LGBT+.

Devassos no Paraíso

João Silvério Trevisan, jornalista, dramaturgo, tradutor, cineasta, ativista LGBT e escritor de vários livros, entre os quais o livro Devassos no Paraíso: A Homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade, fez uma palestra sobre Ser LGBT+: o desafio familiar, destacando que as famílias estão desaparelhadas para cuidar de uma pessoa LGBT+.

Trevisan fez uma pesquisa por todos os campos de conhecimento e expressões da cultura brasileira. O livro ganhou notoriedade e atualmente é objeto de estudos voltados para o gênero. Quando criança, sofreu com a violência do pai, o bullying na escola e a homofobia na rua. Ele conta sua história e a relação familiar para mostrar o que pode acontecer com a pessoa que não se enquadra no padrão da heteronormatividade.

A KPMG é um agente transformador, que pode contribuir
para derrubar as barreiras que limitam o desenvolvimento
de uma sociedade mais igualitária.

Trevisan acredita que a KPMG tem capacidade para modificar a sociedade e torná-la democraticamente expressiva. “A inclusão e a diversidade fazem parte de uma sociedade democrática.”

“A inclusão beneficia os resultados das empresas, não é só uma questão de direitos humanos, mas também econômica”, destaca Ramon. Para Marília, “é um processo de transformação, não tem mais como voltar”.

Patrícia Molino alerta que o preconceito e o ódio são projeções das inseguranças pessoais sobre o diferente. “Quando você permite ao outro ser quem ele é, você se permite ser quem você é.”

Encantado pelo nível de discussão e pela disponibilidade da empresa perante a sociedade brasileira, Trevisan destaca: “O que eu vi aqui hoje é um sintoma magnífico do tipo de responsabilidade social que a empresa tem”. E completa: “Empresa alguma é uma ilha. Toda empresa participa de uma sociedade em inúmeros sentidos e, quanto mais elas descobrirem esta sociedade e o lugar que elas ocupam, melhor e mais elas serão o que pretendem ser”.

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