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Infraestrutura como prioridade

Maurício Endo traça um panorama e aponta os desafios do setor. Assista!

14 de janeiro de 2019

Para reduzir os custos, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, é preciso investir na infraestrutura do país, explica Maurício Endo, sócio-líder de Governo e Infraestrutura da KPMG no Brasil. Segundo dados do Índice de Competitividade Global divulgados pelo World Economic Forum (WEF), o Brasil ocupa a 73ª posição entre 137 países avaliados.

O setor requer investimentos de pelo menos 5% do valor do PIB, mas esse número vem caindo após atingir o pico de 2,5% em 2015. Em 2018, o investimento deve fechar em 1,5%. Para Endo, o planejamento no longo prazo é fundamental para melhorar a infraestrutura, assim como o desenvolvimento de projetos de qualidade e a instituição de regulações consistentes para aumentar a atratividade de investimentos.


Logística

Na última década, o setor de logística recebeu menos de 1% de investimentos do PIB ao ano, enquanto o esperado seria mais de 2%. Os transportes de carga no Brasil estão limitados às rodovias, 80% são feitos dessa forma. A rede ferroviária não tem alcance suficiente para atender às demandas. O sócio explica que ter um eixo Norte-Sul e um Leste-Oeste poderia ajudar a escoar a produção agrícola e de minérios.

“É preciso integrar as infraestruturas, priorizar investimentos para que consigamos reduzir os custos de forma significativa, contribuindo para aumentar a nossa competitividade e melhorar os serviços de transporte de mercadoria no Brasil como um todo”, comenta Endo.
 


Mobilidade Urbana

Mais de 85% dos brasileiros vivem em cidades e precisam de infraestrutura adequada de mobilidade urbana. De acordo com um estudo do BNDES realizado em 2015, é necessário investimento de R$ 240 bilhões em metrôs e ferrovias nas 15 maiores regiões metropolitanas do país para reduzir congestionamentos e melhorar a qualidade de vida dos habitantes.

O resultado para o Brasil seria um investimento de cerca de R$ 25 bilhões por ano ao longo de 12 anos. Porém os registros dos últimos cinco anos indicam que os investimentos ficaram abaixo de R$ 10 bilhões ao ano.


Saneamento

“Precisamos duplicar ou triplicar os investimentos em vários setores do Brasil”, conclui o sócio. O setor de saneamento também recebeu investimentos abaixo da média nos últimos cinco anos. O Plano Nacional de Saneamento (PLANSAB) do governo federal estimava um investimento necessário de mais de R$ 300 bilhões para atender mais de 90% das residências brasileiras em 20 anos. O valor representa um investimento de R$ 15 bilhões por ano, enquanto a média do que realmente foi investido nos últimos anos ficou abaixo de R$ 10 bilhões por ano.

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