You are not allowed to view this news

Energia e Recursos Naturais

Recursos não convencionais

Crescem as discussões sobre exploração do gás de folhelho.

11 de janeiro de 2019

A exploração do gás de folhelho onshore indica uma nova tendência para o setor de óleo e gás. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, trata-se do gás natural extraído da rocha argilosa de origem sedimentar chamada folhelho, extraído pela técnica de faturamento hidráulico.

Já explorado em alguns lugares do mundo, esse gás não convencional representa uma nova fonte de combustível fóssil. Ísis Maria Ladeira Marinho, consultora do Grupo de Estratégia Global da KPMG no Brasil, explica que é possível encontrar o recurso no país em áreas que não são produtoras de petróleo atualmente, o que significa investimentos para novas regiões.

O estudo Uma revolução não convencional brasileira, produzido pela KPMG, analisa a viabilidade econômica da exploração do gás de folhelho no Brasil e destaca as possibilidades de posicionamento do país nesse mercado. De acordo com Ísis, o levantamento tem como objetivo abrir a discussão sobre o tema e apresentar estimativas de custo conforme o cenário local.

“Nunca é demais pensar em alternativas, pensar na sustentabilidade do fornecimento de gás natural, uma vez que a nossa demanda é crescente e os investimentos em infraestrutura no Brasil infelizmente não acompanham a nossa demanda”, explica a consultora.

A movimentação da economia e a sustentabilidade estão entre os principais benefícios do novo recurso. Segundo dados do World Energy Outlook (IEA 2017), destacados pelo estudo da KPMG, espera-se que nos próximos 25 anos o consumo de gás natural cresça 45%. Atualmente, o Brasil importa 33 MM m³/d, uma quantidade maior do que todo o consumo industrial de gás natural no país.

O método de exploração do recurso envolve alguns desafios e Ísis ressalta os três principais: “podemos lembrar do desafio regulatório, que envolve o ponto de vista ambiental; tem o desafio da logística, que envolve o transporte de ativos em áreas do interior do Brasil; e a questão de impostos, a carga tributária brasileira pode ser uma questão para investidores”.

A Agência Nacional de Petróleo tem demonstrado maior abertura para debater a produção do gás não convencional no país. Ísis comenta que é uma oportunidade para que o Brasil se torne um polo diversificado e inclua a tecnologia de operação que já existe em outros países, agilizando processos e gerando desenvolvimento sustentável e tecnológico.

No áudio a seguir, Ísis comenta mais sobre a exploração do gás de folhelho onshore. Confira:

 
 

Para acessar o estudo, clique aqui.

()