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Mercado Empreendedor

As práticas de governança nas empresas familiares

Neste podcast, conheça as tendências reveladas no estudo Retratos de Família.

17 de janeiro de 2019
Retratos de família

Lançada no final de 2018, a terceira edição do estudo Retratos de Família - Um panorama das práticas de governança e perspectivas das empresas familiares brasileiras – consolidado pelo ACI Institute Brasil e o Board Leadership Center, da KPMG, com a Fundação Dom Cabral – analisa as práticas de governança, anseios, expectativas e planos de 217 empresas familiares.

A pesquisa mostra inicialmente como as empresas estão estruturadas do ponto de vista societário, se é familiar ou multifamiliar, tamanho, setores e constituição. Num segundo momento, trata dos desafios e dos planos de investimentos que as empresas tinham para os próximos 3 anos. Por fim, revela como as empresas estão estruturadas do ponto de vista de governança corporativa. 

Sebastian Soares, sócio-líder de Mercado Empreendedor da KPMG no Brasil, e Sidney Ito, sócio-líder de Governança Corporativa e Riscos e CEO do ACI Institute da KPMG no Brasil e na América do Sul, gravaram um podcast em que comentam as principais diferenças observadas entre as edições 2014/2015, 2016/2017 e 2018/2019 diante do cenário político-econômico de cada período.

Nota-se nesta edição da pesquisa um empreendedor familiar mais confiante com a situação econômica da sua empresa nos próximos três anos. Os principais pilares de governança estão sedimentados e fazem parte da agenda das empresas familiares, assim como as questões de inovação.

 “Vejo um alinhamento muito grande das empresas familiares brasileiras com os dilemas e as preocupações que qualquer outra empresa tem, que é prestar contas aos seus acionistas, stakeholders, mercado, ao próprio cliente e a outros interessados”, ressalta Sebastian no podcast a seguir.

“O que nós vemos, em linha com as próprias pesquisas que a KPMG faz com as empresas familiares europeias, é que a característica da empresa familiar brasileira é procurar se manter familiar”, reforça Ito, lembrando que no Brasil elas se comportam como as europeias, mantendo-se no controle do próprio negócio e crescendo com essa característica.

Sebastian e Ito destacam a preocupação das empresas familiares brasileiras em estar alinhadas às práticas de governança, apesar de grande parte delas ser empresa fechada. “Tanto a empresa aberta quanto a fechada sofrem ou têm o ativismo cada vez maior dos acionistas minoritários, aqueles que não estão no controle”, comenta Ito. Isso porque, segundo ele, cada vez mais a terceira, a quarta e a quinta gerações no negócio da família, às vezes, nem são acionistas, mas são membros de família e stakeholders preocupados com os negócios. “Por uma questão de transparência, as empresas oferecem mais informações, mais discussões sobre o seu próprio futuro, sobre sua própria estrutura organizacional e de governança”, completa. 

Sidney Ito
Sebastian Soares

Ouça o podcast sobre as diferenças entre as últimas edições do estudo e desafios para as empresas familiares brasileiras:

 

Na segunda parte do podcast, entanda a importância das práticas de governança:

 

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