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Monitoramento de startups

Empresas investem em modelos inovadores para alavancar seus negócios.

25 de março de 2019

Em meio a um ambiente de disrupções tecnológicas, as startups chamam cada vez mais a atenção de investidores, inclusive de empresas que buscam soluções inovadoras para o próprio negócio. Segundo o estudo Global CEO Outlook 2018, publicado pela KPMG, 40% dos executivos entrevistados têm intenção de criar programas de aceleração de startups. Dentre eles, 38% pensam em colaborar com empresas inovadoras da mesma categoria.

As startups costumam nascer de uma ideia inovadora, num cenário de incertezas, com um modelo de negócios de baixo custo, que pode ser replicável sem a necessidade de muitas adaptações.

Para aqueles que desejam investir e buscar soluções nesse ambiente, o sócio-líder de Transformação Digital da KPMG no Brasil, Oliver Cunningham, explica que se conectar ao ecossistema de startups é o primeiro, e fundamental, passo para que um empresário avalie se o investimento em uma startup é interessante para seu negócio. "Com a escalabilidade no ambiente de inovação, a empresa consegue ter acesso ao máximo de iniciativas e se conectar às que são relevantes", comenta.

O segundo ponto importante é manter o foco no resultado que procura e com quais tecnologias quer trabalhar. Assim, as possibilidades se expandem e torna-se possível encontrar tecnologias transformadoras para o objetivo inicial. Segundo o sócio, é possível monitorar o sistema de startups de uma forma ampla e, dessa forma, compreender os diversos modelos de negócios. “O modelo futuro não é hermético, é aberto. Você terá conexões digitais com muito mais agentes em toda sua forma de operar e de gerar valor para os seus clientes”, comenta.

Ecossistema

A KPMG acompanha de perto o movimento de startups por meio da aliança estratégica que estabeleceu com a Distrito. A união possibilitou a criação da ferramenta Leap, desenvolvida para monitorar o processo de gestão do ecossistema de startups.


Oliver Cunningham

Já são 11 mil startups monitoradas no Brasil, Colômbia, Uruguai e Chile. "É um processo formal, com pessoas treinadas, com tecnologia dedicada e que nos permite estar muito próximos do ecossistema”, explica o sócio.

A Leap conecta empreendedores, corporações, investidores e universidades às startups com o objetivo de propor soluções inovadoras, desenvolver oportunidades e antecipar tendências.

Segundo Oliver, as startups, normalmente formadas por equipes de nativos digitais, ou seja, de pessoas que nasceram com a tecnologia no cotidiano, apresentam soluções que não são pensadas por gerações anteriores, possibilitando resultados inovadores. “Não desenvolvemos projetos na Leap para fazer pequenas variações, queremos realmente mudar o jogo”, conclui Cunningham.

No áudio a seguir, o sócio fala mais sobre a Leap e sobre investimentos, riscos e operações das startups. Ouça:

 

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