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Risk Consulting

Gestão de terceiros sem riscos

Conheça a Plataforma TPRM, ferramenta criada para agilizar e facilitar esse processo.

26 de abril de 2019

O número crescente de investigações de fraudes e corrupções ligadas a terceiros tem mostrado que as organizações, de forma geral, não fazem um controle ou monitoramento de seus parceiros de negócios, sejam eles joint ventures, partners ou fornecedores.

No podcast abaixo, Emerson Melo, sócio-líder da prática de Compliance da KPMG no Brasil, e Ricardo Santana, sócio-líder de Data & Analytics da KPMG no Brasil, avaliam o cenário e comentam como a KPMG está apoiando a gestão de riscos de terceiros, contribuindo para a criação de relacionamentos comerciais mais éticos e padrões de conduta adequados.

Imagem, reputação, regulatório e conflito de interesses são os principais riscos relacionados a terceiros, conforme explica Melo. “Esses terceiros podem ter, dentro de seu quadro societário, políticos, agentes públicos, que, dependendo da interação no ecossistema, podem trazer risco de corrupção, suborno, lavagem de dinheiro e vários outros”, ressalta.

Para o sócio, é importante que as organizações estabeleçam processos por meio de uma governança bem estruturada para identificar o terceiro com quem vai se relacionar, fazer uma avaliação antes de incluí-lo em suas atividades e monitorá-lo, dia após dia.

“Esses riscos atribuídos a terceiros não vêm sendo monitorados. E essa é uma grande preocupação”, reforça o sócio.

Governança e maturidade na gestão de risco de terceiros

Para se proteger, as organizações precisam estar atentas às informações disponíveis sobre o terceiro com o qual vai firmar algum tipo de relação, sejam elas públicas ou privadas. Precisam avaliar certidões negativas, quem são os sócios, quem são os membros do Conselho de Administração, em que tipo de cenário atua.

Também é fundamental verificar sua real existência, a capacidade financeira, a capacidade técnica de atendimento e o nível de risco que esse terceiro pode oferecer para o negócio.

Nesse sentido, e para minimizar riscos, as organizações fazem due diligence durante o processo de contratação, para entender se o terceiro tem potencial para fazer parte do seu ecossistema. “No entanto, é preciso continuar essas avaliações de forma sistêmica”, alerta Melo.

Emerson Melo

A Plataforma TPRM para a gestão de riscos de terceiros

A KPMG criou recentemente a plataforma TPRM (Third Party Risk Management), em que Data Analytics apoia a avaliação de terceiros, reunindo dados públicos e privados, do Brasil e do mundo, como os de Receita Estadual, Receita Federal, cadastros de empresas inidôneas e listas exclusivas.

“A partir do CNPJ e da razão social, é possível consultar mais de 50 plataformas de dados, que trazem informações relevantes para avaliação”, ressalta Melo.

“Esse seria um processo que demandaria de duas a três horas de um profissional da área de cadastro, de compras ou até da área de negócios”, explica Santana. Mas quando a análise de dados entra nesse processo, otimiza e reduz sensivelmente o tempo.

Ricardo Santana

Santana conta que a KPMG, desenvolveu um algoritmo, pela coleta de dados externos, com mais de 100 regras que, compiladas, fornecem um score. “Se o score estiver próximo de zero, a KPMG infere que o fornecedor, o terceiro está apto a trabalhar com a empresa.”

Entenda como essa ferramenta funciona e o quanto pode facilitar a gestão de risco de terceiro no podcast a seguir.

 

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