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Repensando life sciences

Lideranças discutiram as transformações do mercado e seus impactos nos modelos de negócios da área.

14 de maio de 2019
dois homens palestrando em evento

Os empresários da área de life sciences e healthcare, assim como de outros setores, têm sido desafiados a repensar seus modelos operacionais devido às transformações do mercado. E conhecer as tendências e entender os impactos de cada escolha nos negócios são diretrizes fundamentais para repensar as ofertas de serviço.

Para compartilhar insights e principais tendências sobre o tema, a KPMG realizou, no dia 8 de maio, o evento Rethinking life sciences - Moving from “evolution” to “revolution”, em São Paulo, com a presença de empresários, médicos e outros profissionais da área de saúde.

O sócio de Impostos da KPMG no Brasil e líder de Life Sciences, Ricardo Pascoal, conduziu o evento junto com Leonardo Giusti, sócio-líder de Healthcare e Life Sciences. Ele abriu o encontro e comentou a importância do setor de saúde. “Os novos modelos de Pesquisa & Desenvolvimento, as oportunidades para a indústria engajar os pacientes e as transformações no setor farmacêutico são temas relevantes para o debate atual”, explicou.

Pharma 2030 Outlook

Um dos destaques do encontro foi a apresentação dos resultados do estudo Pharma 2030 Outlook, publicado pela KPMG Global. A publicação olha para 2030 com a intenção de analisar como as tendências de transformação podem impactar o futuro do setor farmacêutico ao redor do mundo. Roger Van den Heuvel, head of Life Sciences do Global Strategy Group da KPMG e autor do estudo, trouxe sua contribuição para o público do evento.

Em palestra compartilhada com Peter Gilmore, conselheiro de estratégias para empresas farmacêuticas, Van den Heuvel esclareceu dois pontos principais: a pressão para a queda dos preços agregando o conceito de valor e a jornada do tratamento do paciente com toda tecnologia envolvida, desde o diagnóstico até a cura. “Os principais desafios são: como fazer com que o modelo operacional esteja apto para responder prontamente e como chegar lá de forma precisa”, comentou o head of Life Sciences. (leia mais sobre o estudo no box)

Experiência do paciente

O sócio-líder de Artificial Intelligence, Cognitive & Customer Experience da KPMG no Brasil, Frank Meylan, destacou a importância do mapeamento e redesenho das jornadas dos pacientes como alavanca de transformação como um aspecto estratégico para as empresas.

Ele explicou, ainda, que a KPMG desenvolveu uma metodologia baseada em seis pilares para elevar a qualidade de atendimento: personalização, integridade, expectativa, tempo e esforço, personalização e empatia. “Quando entrego tudo isso, gero resultados de valor.” Segundo ele, plataformas de mapeamento de dados, que registram as jornadas do paciente, ajudam a melhorar cada um dos processos, aumentando a satisfação do cliente.

Homem de terno segurando microfone olha para o lado
Ricardo Pascoal
Dois homens de terno palestrando em evento, um aponta para o slide e o outro está de braços cruzados, os dois estão segurando microfones
Roger Van den Heuvel e Peter Gilmore
homem de terno e óculos palestrando em evento, segura microfone ao lado de painel com slide
Frank Meylan

Pricing for survival

Em sua apresentação, Peter Gilmore abordou as questões de preço baseado em valor. Segundo o conselheiro de estratégias para empresas farmacêuticas, para estabelecer um novo modelo de precificação é preciso unir tecnologia, jornada do paciente, estrutura para incentivos, regulação e as necessidades de requerimentos de pagamento. “Temos de pensar onde podemos fazer progresso dentro do nosso próprio portfólio, como desenvolver nossas capacidades e ampliar nossos serviços”, comentou Gilmore.

Value-based care

Na sequência, Daniel Greca, sócio-diretor da prática de Saúde da KPMG no Brasil, falou sobre como implementar o conceito de valor no Brasil. “A transparência é um dos principais pontos a se considerar. O segundo ponto é definir o que é valor de fato e como harmonizar o conceito de valor”, explicou. "O valor para cada paciente pode ser diferente e é importante em todos os casos. Por esse motivo, o alinhamento entre tecnologia de dados, processos e confiança é fundamental", comentou.

homem de terno em palestra para público em evento, está falando ao microfone
Daniel Greca
público do evento, foto foca em quatro homens de terno
À esc. Leandro Ricca ao lado de Leonardo Giusti
homem de terno caminha enquanto fala ao microfone em sua palestra no evento
Oliver Cunningham

Rethinking life sciences

Para repensar o setor e complementar a ideia de valor, Leandro Ricca, gerente de Deal Advisory da KPMG no Brasil, falou sobre estratégia, execução e desafios no campo de life sciences. Mais uma vez, a tecnologia vem como chave fundamental para a geração de valor. “Ter uma estrutura convincente em estratégia de dados é uma coisa que precisa ser organizada para a melhor decisão no processo de precificação”, esclareceu.

Digital transformation

Já o sócio-líder de Transformação Digital da KPMG no Brasil, Oliver Cunningham, encerrou o evento com um ponto importante sobre o uso da tecnologia. “Hoje em dia, o componente tecnológico tem que estar casado com o modelo de negócios. Mudar a organização como um todo é uma forma de sentir o impacto. Colocar tecnologia em cima de modelos velhos não funciona”, pontuou.

De acordo com o sócio, é preciso falar sobre uma curva de transformação, e não sobre eventos de transformação de forma isolada, considerando a capacidade de crescimento, o ciclo da informação a partir dos dados e o valor da oferta ao consumidor.

Tecnologia à serviço da saúde

O estudo Pharma Outlook traz as principais tendências para 2030 em quatro áreas terapêuticas: oncologia, neurologia, diabetes e cardiovascular. A publicação destaca mudanças desde a prevenção, acompanhando todo o tratamento para além da cura. As chaves para o futuro da saúde são:

- Novas terapias baseadas em genética e programação celular, para edição de gene e mapeamento de perfil.
- Uso de tecnologias avançadas: impressoras 3D, nanotecnologia, próteses biônicas e análises de dados preditivas.
- Customização da saúde: paciente com acesso aos dados e tecnologias, como dispositivos de monitoramento.

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