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Consumo e Varejo

A hora do Brasil

De país emergente para protagonista no mercado de varejo e consumo.

12 de agosto de 2019
Mão segurando sacolas de compras

No cenário global, o Brasil pode aparecer como um país emergente, sem protagonismo como investidor. Mas contrariando a percepção de que não temos potencial de investimento, algumas empresas brasileiras partem para a internacionalização com grande sucesso.

Considerando as principais tendências no cenário global de fusões e aquisições (F&A) em 2019, apontadas no estudo lançado pela KPMG – A corrida pela transformação revolucionária e crescimento estratégico, do inglês The race for game-changing transformation and strategic growth - Consumer & Retail M&A Trends 2019, Luís Motta, sócio-líder da área de Fusões & Aquisições da KPMG no Brasil, e Paulo Ferezin, sócio-diretor de varejo da KPMG no Brasil, fazem uma análise de como as empresas brasileiras estão reagindo à transformação do comportamento de consumo e à busca por um consumo mais sustentável, por alimentos mais saudáveis e obtidos de forma ética.

No segmento de bebidas, proteína animal e, mais recentemente, no de cosméticos, empresas brasileiras têm brigado em pé de igualdade com grupos internacionais e ultrapassam fronteiras.

“Quando você olha para o varejo alimentício, temos um setor já consolidado, em que as grandes empresas são estrangeiras e dominam 45% do mercado brasileiro. Então, fica mais difícil para buscar um processo de internacionalização. Em contrapartida, existem notícias de que algumas das empresas internacionais estejam avaliando vender ativos aqui para gerar caixa, o que poderia abrir caminho para o crescimento de uma empresa brasileira líder nesse segmento”, comenta o sócio-líder da área de Fusões & Aquisições da KPMG no Brasil.

Por outro lado, há um movimento diferente com relação a multimarcas, por exemplo.

Segundo o sócio-diretor de varejo da KPMG no Brasil, no ramo de alimentos, a oferta de produtos no Brasil pelas marcas internacionais é bem menor do que acontece globalmente. “Isso porque existem marcas locais fortes que, no momento de mercado nacional fechado, desenvolveram musculatura e construíram suas fortalezas, atuando muito bem no mercado interno”, ressalta.

 No segmento de limpeza acontece a mesma coisa. No Brasil, grandes marcas mundiais enfrentam fortes concorrentes nacionais. “Não é um mercado que, eu diria, tem muito espaço para alguém eventualmente vir e investir ou comprar”, analisa Ferezin. Muito pelo contrário, o sócio percebe que o setor está tão forte que já pode sair e comprar alguma empresa de fora.

No segmento de varejo de eletroeletrônicos, não há um grande operador internacional, segundo lembram os sócios. O mesmo acontece no segmento da moda e drogarias, onde os maiores players e a concentração do mercado são nacionais. 

“O varejista brasileiro é muito forte. É muito bem estruturado e não se assusta com os operadores internacionais”, ressalta Ferezin. “Por isso, acredito que a maior tendência é que ocorram transações de fusões e aquisições entre as empresas locais”, completa Motta.

As plataformas digitais na revisão de portfólio das companhias

As plataformas de varejo são fundamentalmente usadas para transação de mercadorias de algum tipo de serviço, como Amazon e Mercado Livre, por exemplo.

Recentemente, um grande negócio envolveu a aquisição de uma plataforma digital de transação de produtos por uma grande rede local de varejo.
Assim como empresas de eletroeletrônicos, operadoras que efetivamente precisam ter meios de pagamento com parcelamento também têm investido em plataformas digitais.

Diante desses exemplos, Ferezin observa que há uma tendência de o segmento de varejo e consumo buscar ampliar o negócio, indo para segmentos em que não atuava, para ampliar o tamanho do seu negócio e expandir-se de forma sinérgica. 


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