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Panorama de varejo e consumo

Sócios analisam estudo global da KPMG e revelam oportunidades no Brasil.

12 de agosto de 2019
Capa do Estudo

Estudo lançado pela KPMG – A corrida pela transformação revolucionária e crescimento estratégico, do inglês The race for game-changing transformation and strategic growth – apresenta tendências de Fusões e Aquisições (F&A) no segmento de Varejo e Consumo, em 2019. Revela, também, as transformações do setor no mundo para acompanhar a abertura dos mercados emergentes e os novos comportamentos do consumidor, otimizando o uso da tecnologia digital para atender às preferências e expectativas de consumidores cada vez mais esclarecidos.

Os Estados Unidos continuaram sendo o principal mercado, contribuindo com aproximadamente 20% do volume total de negócios e 36% do valor total anunciado em 2018. As empresas de alimentos e bebidas impulsionaram a atividade em segmentos de alto crescimento e competiram por empresas maiores. E o mercado global de fusão e aquisição, em 2018, foi marcado pela consolidação e expansão em regiões de alto crescimento, pela estratégia de carteira, pela inovação tecnológica e pelo movimento mercadológico na direção de produtos mais caros.

Construção de um mix mais acertado de produtos, conforme as empresas reagem à transformação do comportamento de consumo; resposta aos consumidores que buscam um consumo sustentável e alimentos mais saudáveis e obtidos de forma ética; e transformação digital são as principais tendências no cenário global de fusões e aquisições em 2019, segundo o estudo.

Tendências para o Brasil

De acordo com Luís Motta, sócio-líder da área de Fusões & Aquisições da KPMG no Brasil, o estudo aponta que, apesar de uma queda de 13% no volume, o valor de negócios anunciados em fusões e aquisições aumentou em 7% globalmente. “No Brasil, tem acontecido exatamente o contrário”, comenta.

“O segmento de F&A no Brasil apresentou um crescimento recorde no último ano”, lembra Motta. Mas a tendência de consolidação é muito parecida com o que está acontecendo no mundo. Produtos saudáveis têm sido objeto de investimento por aqui, inclusive quando falamos de grandes marcas.

Completando, o sócio-diretor de varejo da KPMG no Brasil, Paulo Ferezin, comenta outras bases do estudo, mostrando que as empresas estão revendo os seus portfólios e suas estratégias de expansão, baseadas em exemplos de sustentabilidade, nos efeitos da mudança nos hábitos de consumo de uma forma geral e na busca por alimentos mais saudáveis. “As gerações Y e os milênios estão impulsionando fortemente as mudanças nos hábitos de consumo. Eles dão muito mais valor à experiência, à mobilidade e ao posicionamento das marcas em relação ao ambiente”, destaca.

Ferezin ressalta que diante da maior cobrança, a indústria está automaticamente revendo suas estratégias e seu portfólio. “Você vê empresas de alimentos investindo em startups, empresas do segmento de bebidas investindo em cervejas artesanais, por exemplo.”

Quando falamos em produtos orgânicos, é importante considerar que o ganho de escala é mais complexo. Nesse sentido, Ferezin lembra que há marcas já reconhecidas e que se destacam no mercado de alimentos saudáveis investindo na produção em larga escala, com o cuidado de aprimorar a produção industrial.

As Américas e a Europa continuam sendo as favoritas da China para negócios transfronteiriços, apesar de o volume de negócios do país na Europa ter caído 47% e nos EUA, 33%. “A China tem várias pretensões em vários segmentos aqui no Brasil. No agronegócio, eles têm feito investimentos importantes na produção e comercialização de insumos, sementes e em logística para escoar o produto agrícola para exportação à própria China”, destaca Motta

Também existem alguns players japoneses investindo em produtos alimentícios, que entram como sócios minoritários nas empresas, com participação nas decisões para garantir a exportação não só para o próprio Japão, mas para todo o mundo.

Relação de consumo no Brasil difere da média global

Vivendo uma situação econômica diferente dos principais mercados consumidores do mundo, o brasileiro ainda tem uma necessidade real de buscar produtos mais baratos.

E nesse sentido, há no Brasil um movimento bastante forte nos mercados locais de migração de compras nos formatos de supermercados e hipermercados para o formato atacarejo.

Outro movimento muito grande é o de lojas econômicas, em que o consumidor encontra marcas mais baratas.

Ao mesmo tempo, contrapondo-se ao movimento para formatos e produtos mais econômicos, cresce o consumo de alimentos orgânicos, marcas com propósito e que carreguem confiabilidade.

“Olhando para o futuro, espera-se que a incerteza econômica e as tensões geopolíticas afetem a confiança do investidor e a atividade de F&A. No entanto permanecer relevante e entregar valor aos acionistas em um ambiente em transformação continuará a dominar a agenda em meio à volatilidade econômica.” Esse é o entendimento da KPMG na introdução do estudo.

Clique aqui para conhecer a pesquisa.

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