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Governo

Quanto custa universalizar o saneamento no Brasil?

Estudo destaca as ações necessárias para acelerar o desenvolvimento desse serviço.

19 de junho de 2020
torneira aberta com água saindo e mãos embaixo da água

A qualidade dos serviços de água e esgoto no Brasil não acompanha a dimensão do país. Como uma das 10 maiores economias do mundo, a quinta maior nação em extensão territorial e cerca de 210 milhões de habitantes, o número de brasileiros que não recebem os serviços adequados de saneamento equivale à população de um continente.

O abastecimento de água atende 83% dos brasileiros, e apenas 52% têm acesso à coleta de esgoto. Já no item tratamento do esgoto, o cenário é mais dramático: 41% não recebem o serviço. Os índices são preocupantes quando se pensa que o país deveria estar mais perto da universalização do saneamento nacional, de acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB).

O PLANSAB, elaborado em 2012, estabeleceu metas e diretrizes para o avanço dos níveis de atendimento dos serviços de água e esgoto com a expectativa de chegar à universalização em 2033. No entanto, considerando os valores historicamente investidos ao longo dos últimos anos, o saneamento básico só será universalizado no país em 2055 – 22 anos após o prazo estabelecido no PLANSAB.

A KPMG e a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON) desenvolveram um estudo sobre os investimentos necessários para a universalização dos serviços de saneamento em todo o país.

O estudo apresenta informações detalhadas e atuais sobre a infraestrutura de saneamento e evidências do baixo nível de recursos empenhados historicamente em comparação a outros setores e países. Analisa as expectativas para as metas do PLANSAB e traz valores ideias de investimento para concretizar a universalização até 2033.

Serão necessários R$ 498 bilhões de novos investimentos para expansão de infraestrutura, sendo R$ 144 bilhões em distribuição de água e R$ 354 bilhões em coleta e tratamento de esgoto. Ou seja, R$ 31 bilhões por ano de investimento em saneamento; sendo R$ 9 bilhões por ano para a universalização de serviços de água e R$ 22 bilhões por ano para a universalização dos serviços de esgoto. Além disso, mais R$ 255 bilhões deverão ser investidos para a recomposição da depreciação, dos quais R$ 145 bilhões para a recomposição dos ativos já existentes e R$ 110 bilhões para a recomposição dos novos investimentos a serem realizados, totalizando R$ 753 bilhões de investimento total em saneamento até 2033, ou R$ 47 bilhões por ano.

Acesse o estudo completo clicando aqui.

Ouça também:
Como universalizar o saneamento no Brasil?
Neste podcast, Franceli Jodas, líder do segmento de Energia Elétrica e Utilidades Públicas da KPMG no Brasil, conversa sobre os resultados do estudo com Percy Soares Neto, diretor-executivo da ABCON, e Maurício Endo, sócio-líder de Governo da KPMG no Brasil e na América do Sul.

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