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Consumo e Varejo

Tendências globais para o varejo

Mudanças atuais nos modelos de negócio evidenciam novas perspectivas no setor.

9 de julho de 2020
pessoa de costas e ao horizonte tem o por do sol

O cenário incerto vivenciado pelo mercado e pela sociedade exigiu medidas urgentes para manter os negócios minimamente estáveis e funcionando. O avanço da Covid-19 ao redor do mundo trouxe mudanças para o setor de varejo e acelerou tendências que já vinham ganhando destaque e relevância.

Diante de novos desafios, alguns varejistas encontraram oportunidades no momento atual. Com a análise da experiência coletiva de sua rede de profissionais de varejo, a KPMG produziu o estudo Global retail trends 2020, e destaca as quatro tendências fundamentais para o setor. Confira:

Evolução do modelo de negócios
O varejo tradicional sempre teve como seu principal canal a loja física, mas este canal já vinha perdendo espaço e isso aumentou significativamente durante a pandemia. Agora, muitos varejistas buscam se associar a plataformas digitais para estabelecer seus negócios online e poder contar com todos os recursos digitais que estas plataformas já disponibilizam. Análise de dados, inteligência artificial e automação de processos são alguns dos recursos fundamentais para o sucesso das empresas no longo prazo.

Valor do propósito
Colocar o cliente no centro dos negócios já era uma discussão no setor. Com a Covid-19, varejistas concentraram esforços para reformular os modelos de negócio para colocar pessoas à frente dos lucros, deixando claro qual e o seu propósito. Consumidores buscam empresas que apresentem engajamento e posicionamento social, bem como ações positivas.

Repensando custos
As formas tradicionais de redução de custos não são mais suficientes para garantir margens e a reconstrução dos negócios nesta nova realidade. A crise atual exigiu contenção de custos mais agressiva e estratégias diferenciadas para a retomada, que incluem investimentos focados na melhoria do valor dos ativos existentes.

Escolha do cliente
Em busca de disponibilidade, a variedade de produtos ficou em segundo plano neste cenário de pandemia. Os varejistas que começaram a analisar padrões de compra desde já, podem construir vantagens significativas no futuro. Conhecer os clientes e oferecer programas de fidelidade é uma mudança que já estava em curso e agora se estabelece com mais força no setor.

A publicação traz, também, um estudo de caso internacional para cada uma das tendências de varejo, considerando o cenário, a importância e a lição aprendida com a situação atual.

Clique aqui para acessar o estudo completo.


Entrevista
Fernando Gamboa, sócio líder de consumo e varejo da KPMG no Brasil e na América do Sul

O setor de varejo está preparado para aderir às quatro tendências?
Podemos afirmar que tanto no Brasil quanto na América do Sul, quando as medidas restritivas e de isolamento social foram decretadas, os varejistas não estavam esperando nem mesmo preparados para uma situação desta magnitude. O ponto positivo é que conseguimos aprender muito com os países que já estavam vivenciando a crise há mais tempo e o varejo sul-americano conseguiu rapidamente se adaptar a nova situação, adotando ferramentas digitais, vendas por redes sociais e se associando a plataformas, o que permitiu a continuidade dos negócios.  

Qual delas têm mais impacto para os varejistas locais?
No cenário Brasil e América do Sul, entendemos que as que mais impactam os varejistas e que vemos sendo implementadas em conjunto são “Evolução do modelo de negócios” e “Repensando custos”. Com o fechamento das lojas, a evolução do modelo rumo a uma plataforma combinada com a utilização de mídias sociais foi a saída encontrada por muitos varejistas para manter o negócio operando. Passada esta fase de adoção, o que vemos é a incorporação deste canal pelos varejistas, que vão continuar associados a uma plataforma mesmo depois que a pandemia tiver passado. E a temática de custos sempre esteve presente na agenda dos varejistas, ganhando mais relevância no momento atual de incertezas.

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